Desafio
Uma empresa farmacêutica encontrava-se a preparar o processo de financiamento de um novo medicamento para uma doença renal, necessitando, para isso, de adaptar um modelo de custo-efetividade (CEM) e um modelo de impacto orçamental (BIM) ao contexto português.
No entanto, existia incerteza relativamente à prática clínica em Portugal, nomeadamente nos padrões de tratamento, monitorização dos doentes, utilização de recursos de saúde e posicionamento terapêutico do novo medicamento. Esta limitação comprometia a robustez dos pressupostos utilizados nos modelos económicos e a sua adequação para suportar o processo de avaliação.
Solução
A Clevidence foi contratada para apoiar a adaptação do CEM e do BIM ao contexto nacional através da recolha e validação de evidência clínica e económica junto de especialistas portugueses.
Coordenação de um painel de especialistas
A Clevidence organizou e coordenou um processo estruturado de elicitação por painel de peritos, envolvendo clínicos com experiência no tratamento da doença renal em Portugal.
A Clevidence realizou o tratamento e consolidação dos dados recolhidos junto dos especialistas, transformando a informação qualitativa e quantitativa em inputs estruturados para os modelos económicos.
Esta análise permitiu:
- Refinar os pressupostos clínicos e económicos utilizados no CEM e no BIM.
- Ajustar parâmetros relacionados com utilização de recursos de saúde.
- Reduzir a incerteza associada às estimativas utilizadas na modelação económica.
Adaptação do CEM e do BIM ao contexto português
Com base nos dados obtidos através do painel de peritos, a Clevidence adaptou os modelos económicos para refletirem de forma mais robusta a realidade clínica nacional.
- Esta análise permitiu:
Determinar o rácio de custo-efetividade incremental (ICER), com base na comparação dos custos e dos anos de vida ajustados pela qualidade (QALY) entre o medicamento em estudo e as alternativas disponíveis. - Determinar o impacto orçamental para estimar as implicações financeiras da adoção do medicamento órfão nos hospitais do SNS.
Impacto
O envolvimento de especialistas clínicos portugueses permitiu reduzir significativamente a incerteza associada à modelação económica e reforçar a credibilidade dos modelos apresentados no processo de financiamento.
A adaptação do CEM e do BIM ao contexto nacional forneceu ao cliente uma base mais robusta para suportar a avaliação económica do medicamento, apoiar interações com o decisor e sustentar a proposta de valor terapêutico junto das autoridades de saúde.
Ao alavancar a experiência dos clínicos envolvidos, a Clevidence contribuiu para uma representação mais precisa da prática clínica real em Portugal, aumentando a confiança nos resultados da avaliação económica.